Quem se passeia pelo Porto não pode deixar de reparar que toda a cidade transpira FCP.
Na verdade, não há prédio em que falte bandeira, nas montras os manequins estão enfeitados de cachecol, os carros passam e lá está o simbolo e as cores do clube a marcar que o FCP nos deu grandes alegrias esta temporada.
Eram três da tarde em Santa Catarina quando os bonecos do relógio do prédio da Fnac sairam para o seu habitual passeio entre badaladas.
A esquina ficou cheia de gente parada que admirava o baile.
Eu ia a passar de carro. Parei ao primeiro olhar.
Encostei ao passeio, corri ao porta-bagagem, tirei a máquina fotográfica - que vive lá sempre que saio de casa! - e apressei-me passeio abaixo até à esquina para tirar a fofografia do "depois", que a de "antes" ja´aqui estava arquivada há dias!
Os bonecos estão mais vaidosos do que nunca!!!!!! Todos de cachecol do FCP, não vá haver invejas...
Antes de 26 de Maio de 2004

Depois de 26 de Maio de 2004

A última fotografia que tirei durante o fim-de-semana foi esta.
Não há dúvida que a foz do Douro é fascinante, não interessa de onde se avista.
Aqui, vista deste jardim, emoldurada pelo verde, fica ainda mais romântica.
Querem ver mais fotografias???
Amanhã!!! Tenham paciência...
As novas vias cortam os vinhedos... e criam novas formas na paisagem.
Por agora, com as estradas a ondear com as curvas dos montes, quem por ali passa olha as vinhas com tempo e saboreia a paisagem.
Daqui a um ano, ou dois, quem passará por estas novas estradas terá tempo de olhar as vinhas e de as saborear no meio da velocidade a que vai passar?


As faldas do Marão ficam à esquerda, quando se começa a subir de Amarante para o Alto de Quintela. Nesta altura do ano estão verdes e amarelas, das giestas. E sedutoras...
O Marão vestiu-se de nevoeiro ao fim do dia.
Recorda estórias de fadas e duendes e aventuras fantásticas para acontecer nas sombras que o nevoeiro tece...

À espera do título de hoje, o Porto engalanou-se em festa.
Varandas, janelas.. ricas e pobres. Todos os bairros, todas as ruas.
Não se passa num qualquer sítio da cidade do Porto que não se veja o Azul_e_Branco do FCP!!
Nem os barcos do Douro falharam!

A praia de Miramar brindou-me hoje com imagens fantásticas!
Ainda eu não fui ao Senhor da Pedra cumprir nenhuma promessa, senão traria verdadeiras obras de arte!

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Um passeio pelo areal de Miramar leva-nos de encontro à Capela do Senhor da Pedra. Construída em 1686, continua a ser alvo de grande devoção, e a ela acorrem imensos devotos que lhe fazem os mais mirabolantes pedidos e promessas.
Segundo consta, nas traseiras da capela está cravada a marca de uma ferradura na rocha, com explicações diversas para o facto:
- foi deixada por um burrito, no qual seguia montada a Virgem.
- o cavalo de D. Sebastião, numa manhã de nevoeiro,
- um Boi Bento, que por ali passou.

A romaria ainda hoje é famosa. Realiza-se sempre no domingo anterior ao feriado do Corpo de Deus.
Hoje, como antes, faz acorrer muita gente de perto e de longe.
Não me parece é que ainda cantem as modinhas antigas. Cá por mim limitam-se a ouvi-las aos grupos folclóricos, meio distraídos pelas inúmeras barraquinhas de tudo e nada que hoje aparecem em romarias deste tipo.
Ficam aqui duas, para que a memória se avive.
![]() | Fostes ao Senhor da Pedra Minha rica Mariquinhas... Nem por isso me trouxestes Um ramo de camarinhas. Hei-de ir ao Senhor da Pedra |
|
(coro) (solo) |
Ao fim do dia, a capela fica belíssima com os reflexos do pôr-do-Sol.

Ao fim do dia, o céu encheu-se de cores e de raios.
Uma incrivel janela de luz repleta de amarelos, laranjas e vermelhos prenderam-me os olhos, e os sonhos de lá poder ir tocar...


O Farolim da Foz do Douro reflectia nas águas calmas a sua figura esbelta.
Estava hoje mais vaidoso do que nunca!!!!
Reparem como ele faz pose para a fotografia!!!!!!

Pelo Passeio Alegre encontrei...
... pares de namorados de todas as idades,
... gente que corria ou que simplesmente passeava,
... leitores de jornal sentados nos bancos do jardim,
... meninos que deitavam comida aos pombos,
... ou quem apenas estava.
E eu andei por lá... usufruí e fruí de tudo, e saboreei esses instantes.


Depois da convocatória de ontem, a manhã ofereceu-me imagens lindas. A humidade e o fresco da noite ainda estavam nos jardins. Árvores, flores, rebentos... todos se mostravam fantásficos. Perfumados de um odor que só a Primavera oferece, e luminosos.


Basta espreitar.
O dia esteve assim...

Há imagens que ficam ainda mais sedutoras quando lhes damos uma nuance de outros tempos...

As pontes do Porto, de noite, reflectem luzes nas águas do rio em formas que encantam...


Esteve calmo, sereno, uma verdadeira noite de Primavera em que apetecia passear...
Não sei mesmo qual escolher: se a versão a cores, se o Porto a preto e branco.
A minha opinião não é imparcial... amo o Porto das duas formas. Ele seduz-me....


Hoje à tarde estava assim. Calmo e sereno. Uma delícia.
Agora à noite não sei como está!
Vou ver, e já volto!

Estão sempre por lá, junto ao rio.
Conversam, pescam um peixe que não comem, e os dias passam serenos entre o Sol e as pingas de chuva...

Gosto de estátuas espalhadas pelos jardins.
Esta pertence a um monumento eregido à cidade.
Diz assim, num mural junto:
FROTA DO INFANTE CEUTA 1415
PORTO 1960 |
| |
No Porto há muitas fontes.
Esta está bem escondida junto ao rio.
Eu já por ali tinha passado umas boas dezenas de vezes. Ou até centenas, neste tempo que já Vivi.
Ontem fez-me fisguetas!!!

Há barcos perfeitamente fabulosos. Não é importante para isso o uso que deles é feito. São fabulosos, porque são.
Elegantes. Sedutores. Fortes. Enormes. Minúsculos.
E depois há os que já são só memória.
Esses continuam a dar lindas imagens.
Já agora. Eu não faço a menor ideia de como se conduz um barco.
Sempre que tentei manobrar uns remos foi perfeito!!! Andei em círculos!
Acaso há mais modos de andar????

Todos os barcos têm uma, ou mais. Variam de forma, tamanho, peso...
Tal como nos barcos, na Vida precisamos de âncoras. Da família, dos amigos, de quem se está à espera e de quem nos surpreende.
Estas estão já em terra, bem à mão de quem as precise!
É só pegar, e levar. Haja músculos para isso!

Todos os anos há um dia em que o Museu do Carro Eléctrico toma vida!
E nesse dia os eléctricos saem à rua e passeiam-se, vaidosos, à beira-rio.
Todos os anos procuro ir vê-los e saboreá-los.
Gosto de os ouvir, nos carris. É um som que me embalou o sono desde menina.
Gosto do cheiro que fica nos trilhos depois deles passarem.
Gosto de me sentar à janela aberta e deixar o vento mimar-me as faces.
Gosto de saborear o ritmo com que eles se passeiam.
Fiquei a vê-los passar junto ao rio. Passearam-se carros eléctricos de todas as idades, formas e cores.
Os românticos. Os de trabalho. Os mais modernos e funcionais. Cada um tinha o seu encanto.
Os guarda-freios que os conduziam estavam felizes com o dia, e isso notava-se. Quando se aproximavam de mais uma máquina fotográfica, abrandavam e sorriam.
Depois entrei num e deixei-me saborear a viagem.
E claro!
Não faltaram os putos a correr para ir de boleia atrás, dependurados em equilíbrio precário, mas com uma cara feliz como só quem realmente saboreia a Vida consegue ter.




O Douro olha-os com ternura.
Eles passam de cara alegre e sorridentes. Vão contando estórias, cantando, partilhando segredos.
Vão caminhando, enquanto os pés ficam magoados e enchem de bolhas que arrepia ver...
Mas não perdem a força.
Vão a pé, numa caminhada de fé e de esperança.
Vão para Fátima. São peregrinos.

No multi-cor do Cortejo da Queima, uma cor ressaltava: AZUL!
Cachecóis, barretes, e outras coisas e loisas. Tudo do PORTO!
E um cortejo a andar rapidinho, que a hora do jogo era cedo e TODOS o queriam ver!
A esta hora a festa continua na Avenida.
Hoje é azul do PORTO e multicolor da Universidade.
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Eu também digo, Caro Marquis!!!! Eu também digo!!!!
Ao longe, a Laguna de Aveiro fez sempre companhia....


Os castelos são uma fonte imensa de prazer ao visitar. Revisitei hoje o Castelo Medieval de Santa Maria da Feira, que serviu de residência a grandes senhores da nobreza desde os tempos do Condado Portucalense.
É uma imponente construção onde se destaca a Torre de Menagem - Alcáçova, com dois pisos e planta quadrangular dos finais do estilo gótico. As suas muralhas cumpriram o seu papel de defesa até ao tempo das armas de fogo, para as quais foram adaptadas os rasgos das seteiras.
Percorri todos os seus espaços que estavam abertos para visita. Uma parte está fechada ao público, em obras de restauro.
No Salão Nobre estão bem presentes os traços góticos, dando-lhe um ar ainda mais imponente e ao mesmo tempo delicado.

As muralhas são óptimas para fazer exercício porque se podem correr-se a toda a volta do castelo! E se a isto juntarmos um sobe e desce para os pátios, fica o treino completo!
Sente-se bem qual é a parte que foi restaurada e qual a parte original, mas isso é muito menos importante do que ter ficado em ruínas.

O poço era fundíssimo. Deitei uma pedrinha que fez plof na água. Se era para deitar uma moeda e pedir um desejo... azar! Nem de tal me recordei!!!

Alguma informação mais: aqui.