Era dia da Procissão do Enterro, Sexta-feira Santa, em Braga.
Para a saída da procissão acorreu toda a gente: os responsáveis, as figuras, os escuteiros, os devotos com promessas a cumprir e até o público.
Mas o S.Pedro zangou-se, e todos se ficaram mesmo pelo adro da Sé... esperando o fim da chuva, que não veio entretanto.


... mas nem a chuva impediu o convívio enquanto se esperava.


No dia 20 de Janeiro, em Vila do Conde, realizava-se a Feira dos Vinte ou também chamada Feira dos Namorados, com origem lá para o Século XVIII.
Mandava a tradição que rapazes e raparigas escrevessem uma quadra de amor numa colher de pau, e que a enfeitassem.
Era depois com elas que brincavam, atirando-as uns aos outros.
Quando um rapaz catrapiscava alguma rapariga, havia que enfeitar uma colher de pau de forma especial, e nela escrever uma quadra a preceito. Se a rapariga aceitasse... bom sinal, era sinal de namoro.
Hoje são as escolas que recriam esta feira e, em cada 20 de Janeiro, lá aparecem vestidos à época e com cestos recheados de colheres de pau que recordam outras épocas.

| O meu amor conheci Na Feira dos Namorados Olhei para ele e sorri E saímos abraçados! | O amor é um feitiço Que ataca o meu coração Deixa o meu olhar mortiço E enche-me de paixão. |
| Demasiado lindo é o amor Quando te vejo passar No coração fica a dor Por contigo não andar. | Uma vez um pescador Uma sereia prendeu Trouxe-a com todo o amor Mas sem mar ela morreu. |
| No fundo do mar achei Paixão outrora perdida. Tanto por ela esperei! Meu ser ganhou nova vida. | Quando eu te conheci Logo pensei namorar Senti-me bem preso a ti Para teus lábios beijar. |
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